Madrugada de sexta-feira para sábado

 Pensava que amor era gozar com você em uma madrugada de sexta-feira para sábado, como se o mundo fosse acabar e aquilo eternizasse.



Vivia o desamor, transformando o suor da noite passada em lágrimas no dia seguinte. Uma por noite, não é ter não e sim ser só, acho que por isso me acostumei com a solidão que os poemas vivem e os loucos vivem à noite. Afinal, de louco e de poeta todos têm um pouco. O amor que é difícil alguém ter, aquele amor sólido, nada de amor líquido como uma piscina que você vai se afogar ou o amor raso que você pula de cabeça e morre. Quero um amor profundo, onde eu possa descobrir dia após dia um pouco de você, seja o mar para minha caravela que não vou naufragar, mas navegar em você.



Acho que não vou mais para os bares dessa cidade, meu coração se parti em pedaços à cada noite que saio dessa porta e peço uma cerveja para o garçom. Acho mesmo é que vou ficar com a solidão.

Comentários